Não é a primeira vez, e com toda certeza também não será a última. O Jogo entre Internacional e Palmeiras, disputado no dia 27 de outubro, pelo Brasileirão está “congelado”. Ou seja, os gaúchos reclamaram do gol de mão, feito pelo palmeirense Barcos, que só foi anulado pelo árbitro depois do “aviso” eletrônico. Aviso esse que nunca foi, e ainda não é permitido pelas regras do futebol.
Mas creio que a utilização da tecnologia, ali, segundos após algum lance polêmico, acabaria com essa discussão inútil. Agora, o que acontecerá? Serão deslocados representantes de Palmeiras, Internacional, advogados, torcedores, imprensa etc.etc.etc. Tudo isso para que seja definido, algo que deveria ter terminado no campo de jogo.
Barcos alega ter sido empurrado no lance, por isso a bola tocou em suas mãos. Mas e daí? Se o eventual pênalti tivesse sido assinalado pelo árbitro, o Palmeiras poderia também ter errado. Mas agora isso não importa. Algo semelhante aconteceu no Brasileirão de 2005, no jogo entre Corinthians x Internacional, quando o árbitro Márcio Rezende de Freitas, não viu um pênalti claríssimo cometido pela defesa corinthiana no meio-campista Tinga, do Internacional.
Sem contar que naquele mesmo ano, ainda tivemos a polêmica envolvendo o árbitro Edilson Pereira de Carvalho. O juiz esteve envolvido num esquema de manipulação de resultados em sites de apostas e os jogos apitados por ele, foram novamente disputados. As novas partidas foram jogadas, mas com resultados diferentes dos jogos “originais”. Claro que houve uma choradeira imensa, principalmente para os clubes que perderam pontos nessas disputas.
Agora acontece algo semelhante, mas com apenas um jogo. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva informou que tem até o final do mês para definir o que acontecerá com esse jogo. Seja qual for a decisão dos juízes, haverá choradeira. Assim como em 2005, e o campeonato conquistado pelo Corinthians ficou meio que suspenso. Afinal, todo mundo se lembra dos tais jogos disputados e do “Caso Edilson”.
Muito blá-blá-blá e pouca bola rolando. Nesse caso, isso só apequena o futebol enquanto espetáculo esportivo. O tapetão dos tribunais é marrom, cinza ou às vezes o solo nem carpete tem. Como amante do futebol, ainda prefiro as decisões de dentro do campo. Afinal, como dizem os compositores Samuel Rosa e Nando Reis, o tapete da realeza é verde.


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