Assim como a torcida do Palmeiras bradava nos anos 90 - " Au au au Edmundo é o Animal", não poderia me furtar dessa oportunidade de homenagear o ex-presidente do São Paulo F.C, Juvenal Juvêncio. Afinal, a negociação que ele fez com o Corinthians trocando o meio campista Jádson, pelo atacante Alexandre Pato, não me dá outra alternativa.
Ironias à parte, evidentemente, eu não consigo entender como uma negociação pode ter sido tão malfeita. E justamente agora que, Corinthians e São Paulo farão dois jogos históricos pela Taça Libertadores da América, e que Jádson, hoje vestindo a camisa do Corinthians, poderá enfrentar seu ex-clube, e o mesmo não ocorrerá com Jádson. Afinal, a proibição de enfrentar o rival, só valeria pelo primeiro ano de contrato.
É verdade que existe o fato de que o salário de Alexandre Pato é bancado em 50% pelo Corinthians e que o time de Parque São Jorge, assumiu o ônus dos vencimentos de Jádson, com o São Paulo economizando uma grana preta, e ainda poder contar com Pato para enfrentar outros adversários. Mas, depois de recuperar o jogador, que vinha em má-fase no Corinthians, depois de um pênalti batido de forma displicente na Copa do Brasil, num jogo contra o Grêmio, causando a eliminação corinthiana da competição, Pato reencontrou o seu melhor futebol vestindo a camisa tricolor. E justamente agora num jogo importante e histórico, por força contratual, não poderá jogar. A não ser que o São Paulo se disponibilize a pagar R$ 1 milhão para tê-lo em campo.
Até aí tudo bem, afinal o São Paulo poderia abrir o cofre e escalar o jogador na quarta-feira. Mas, também por força de contrato, se fizer isso poderá ter de devolver o jogador ao Corinthians, sendo que Jádson já tem todos os seus direitos federativos pertencentes ao clube do Parque São Jorge. É por essas e outras que, diante de uma negociação como essa, o ex-presidente Juvenal Juvêncio não merece outro adjetivo que não esse. Ele é realmente, um animal!


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