Sábado, 01 de dezembro de 2012, data histórica para o futebol brasileiro. Afinal, é a primeira vez, (sei que houve a copa em 1950, mas naquela época não havia a importância mercadológica dos dias atuais), que o país sediará um dos mais importantes torneios esportivos do mundo. Afinal, quer muitos queiram, ou não, o futebol é o esporte mais importante, o que movimenta mais dinheiro em todo o mundo. Podemos discutir que a Olimpíada é um evento maior, com a participação de um número muito maior de países, disputando uma série de diferentes modalidades. Mas para o brasileiro, não há como negar, o futebol ainda provoca alteração nas massas, seja no aspecto imaginário ou no real.
Reações de violência e barbaridade. Aí estão os comportamentos de torcedores organizados que, vez por outra, protagonizam tristes episódios para o esporte. Que penso ser uma atividade saudável, tanto para quem assiste, quanto para quem pratica. Sempre existe a necessidade de preparo físico, técnico e psicológico, para que os resultados sejam minimamente satisfatórios
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| O secretário geral da FIFA, Jeróme Valcke - Fonte www.panoramabrasil.com.br |
Só que o romantismo de outrora acabou, principalmente no futebol. Os goleiros Marcos e Rogério Ceni são exceções em seus clubes. Afinal, se mantiveram fiéis, nunca trocaram de camisa, e por toda a carreira, defenderam a mesma agremiação. Uma relação de amor, de verdade, e carregada de aspectos de maturidade, pois Marcos e Rogério nunca se omitiram em situação de vitória, e principalmente em crises nos momentos de derrota.
Infelizmente não vejo essa autenticidade por parte dos cartolas que comandam o futebol. Eles se odeiam em frente à imprensa, mas se derretem em beijos e abraços quando interesses comerciais e financeiros entram em jogo. Não assisti ao sorteio dos grupos da Copa das Confederações. Mas li as notícias sobre o assunto.
Sorrisos, glamour, organização, alegria. Não sei se essa cartolagem menospreza a capacidade de raciocínio do torcedor, ou pensa que todos eles sofram de amnésia. Jérome Valcke, secretário geral da FIFA, foi somente sorrisos e simpatia durante o sorteio. Não parecia nem de longe, o sisudo executivo da FIFA, que defendia chute no traseiro e a exclusão da cidade de São Paulo do Mundial. É realmente de impressionar suas atitudes meses depois. É fato: o dinheiro não tolera desaforos.


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