Em 1990 eu tinha 16 anos e tinha acabado de colar grauno ensino fundamental. A festa de formatura havia acontecido dois dias antes, no dia 14/12. Eu era um adolescente e já sabia o que queria fazer da vida. Era a conquista do meu primeiro diploma, inesquecível. Inesquecível também foi aquele 16 de dezembro, pois o Corinthians conquistava o primeiro título de campeão brasileiro de futebol. Eu são-paulino, evidentemente, não gostei, pois o São Paulo, foi derrotado na final.
16 de dezembro de 2012, vinte dois anos depois. A mesma data, mas em disputa outro título. Tão ou mais importante quanto aquele. Em ambas as partidas, observava o desespero do meu pai, corintiano fanático. Doente, maluco, alucinado por futebol. Acho que herdei dele a mesma paixão, porém torço por outro time, e sempre com uma disputa saudável, com aqueles que torcem pelos times diferentes do meu. O meu fanatismo é pelo jogo em si, mas não por um time em particular, apesar de ser são-paulino.
O Corinthians, seu técnico e seus jogadores entraram para a história no dia de ontem. Um dezesseis de dezembro, assim como há 22 anos. Quando o Corinthians venceu a Taça Libertadores desse ano, sinceramente, não esperava que a equipe chegasse ao Mundial de clubes tão bem preparada. Física, técnica, tática, e principalmente, no aspecto psicológico. O gol foi marcado pelo peruano Paolo Guerrero. Mas outro personagem é mais merecedor que qualquer outro membro da equipe.
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| Jogadores corinthianos comemoram em Yokohama |
Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, o gaúcho de Caxias do Sul. O treinador de futebol que tem o português mais correto do futebol brasileiro. Sério, competente, profissional. Em um ano, foi campeão brasileiro, sul-americano e mundial. Faço minhas as palavras dele para explicar a conquista corintiana: merecimento.


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