Pensei em escrever sobre a Fórmula Um. Afinal, ontem, mais um campeonato foi decidido, no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Na semana passada, com o campeonato brasileiro de futebol já decidido e com a seleção brasileira campeã do Super Clássico das Américas, pensei: automobilismo será o tema. Mas, eis que, em plena sexta feira, uma bomba no mundo do futebol foi detonada por Andrés Sanches, diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol.
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fonte.site capixabafc.
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Ele, contrariado e visivelmente irritado, recebeu a incumbência de demitir Mano Menezes do comando técnico da seleção. Isso estava na cara que, mais dia, menos dia, aconteceria. Mano nunca empolgou como treinador de seleção. Já comentei aqui nesse espaço, que ele foi terceira opção do então presidente Ricardo Teixeira, em 2010, logo após as recusas de Parreira e Muricy Ramalho.
Mano Menezes nunca foi o meu preferido, mas creio que, justamente agora, nesse momento, ele tinha encontrado o time ideal. Além disso, também encontrou o padrão tático para o time brasileiro, com dois volantes, dois meias criativos, e Neymar comendo a bola na frente. A defesa também tem sua espinha dorsal formada, e havia poucas dúvidas para se formar a equipe. A principal delas estava no gol, já que os convocados para a posição, não convenceram nem a torcida, nem a imprensa, e muito menos a comissão técnica.
Em 30 de julho, em meio aos Jogos Olímpicos de Londres, escrevi aqui no artenomovimento, que a conquista da medalha de ouro no torneio de futebol, era essencial para a permanência de Mano no cargo. E na última sexta-feira, quatro meses depois, ele caiu. A bola agora está com José Maria Marin, o presidente da CBF. Estamos ansiosos para saber quem será o novo treinador da seleção, e com a licença de Carlos Drummond de Andrade, roubo sua poesia para perguntar ao cartola: E agora, José?


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