Só relembrando e para dizer que não falei das flores, como dizia o grande Geraldo Vandré na canção que o imortalizou, venho novamente falar do esporte olímpico brasileiro no Toque de Segunda. Já havia abordado o assunto em colunas passadas aqui no Arte no Movimento, mas como informação nunca é demais, vou tocar novamente na questão, fazendo outro tipo de análise.
O COB recebe regularmente recursos da Lei Piva. Segundo informações obtidas no blog do José Cruz, no UOL, “foram R$ 416 milhões entre 2009 e junho de 2012. Mas o Ministério do Esporte, a Lei de Incentivo e sete estatais – Banco do Brasil, Caixa, Petrobras, Infraero, Correios etc… destinaram R$ 979 milhões ao esporte de rendimento. Isso sem falar no Bolsa Atleta. Logo, o cofre mais forte está em Brasília”. Mas onde está o projeto central que cuida de todo esse dinheiro? Quem, afinal, é o dono dessa grana, o Ministério do Esporte ou o Comitê Olímpico?
Outras questões que merecem ser levantadas são: Qual controle teve o Ministério do Esporte sobre o dinheiro que liberou? Que fiscalização realizou? Quanto desses recursos foram destinados à base, à iniciação? Quais foram os resultados obtidos? Enfim, o problema não é mais “falta de apoio” – dinheiro, grana; nem de instituições, nem de legislação.
Diante disso eu fico a me perguntar: por que o número de medalhas que o Brasil conquista nas competições de alto rendimento é tão insignificante? Afinal, como mencionei anteriormente, não é questão de falta de apoio, nem de talento, nem de organização. Mas acontece que o dinheiro, como perguntei no título da coluna de 06 de agosto, será que chega realmente aos que deles precisam, ou seja, os atletas?
É evidente que talento para o esporte o pais tem; e nosso país é tão abençoado que ele vem constantemente se renovando. Entretanto, além dos adversários que não são nada fáceis de ser enfrentados, nossos atletas combatem outros oponentes mais poderosos, ou seja, a própria cartolagem que com seus mandos e desmandos, joga os recursos destinados aos atletas sabe lá Deus onde.
Portanto é preciso que se faça um levantamento muito sério sobre todos esses recursos. Afinal daqui quatro anos, o Brasil será sede dos jogos Olímpicos, e todas as atenções do esporte mundial estarão voltadas para o nosso país. Então, é necessário que assim como as grandes potências do esporte, o Brasil e seus cartolas, dêem exemplos ao restante do mundo, de como se organiza um evento; com garra, com talento, e principalmente, com muita transparência na utilização dos recursos.


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