segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Atacante Adriano precisa de psicólogo e juízo

Rico, boa condição física, famoso e trabalha com aquilo que gosta. Pelo menos, é o que aparenta. Mas as aparências enganam. Fica até parecendo que a imprensa esportiva tem prazer em chutar cachorro morto. Não é isso. Mas eu, enquanto torcedor, jornalista e principalmente, amante do futebol, não consigo aceitar o comportamento do atacante Adriano. Aprontou novamente faltando no treinamento do Flamengo. E a paciência de Zinho, ex-jogador e dirigente rubro negro, já acabou.
Adriano, que ainda se recupera fisicamente, faltou ao treino e não apresentou justificativa para sua ausência.  Fato já conhecido. Escrevi sobre Adriano aqui, no Toque de Segunda, no dia 19 de março deste ano. E novamente escrevo sobre ele agora.  Naquela oportunidade, comparei a vida de Adriano com a de Mané Garrincha. Ambos talentosos ao extremo, mas com inúmeros problemas psicológicos.
Mas o futebol brasileiro, principalmente para os jogadores mais famosos, paga salários muito altos. Sem contar, que muitos destes atletas passam da pobreza à riqueza num curtíssimo espaço de tempo.  Às vezes, a estrutura familiar é ausente. Provavelmente, isso ocorreu com Adriano, afinal o mesmo veio de uma comunidade carioca, ele era morador da Vila Cruzeiro.

Não é o fato de ser ex-morador de um local de extrema pobreza, que faz com que Adriano tenha esse comportamento. Afinal, a classe e a condição social das pessoas não determinam suas condutas de comportamento.  Mas Adriano teve exemplos, dentro e fora do futebol, cujo comportamento não é condizente e adequado a um profissional, seja dentro ou fora do esporte.
Adriano não é irresponsável, mas ele tem problemas muito sérios. Afinal, ele e talentoso e sabe jogar futebol como ninguém. Precisa urgentemente de apoio psicológico. O episódio da perda do pai comprovou isso. Espero sinceramente que Adriano tome essa atitude e acorde prá vida. É uma pena ver tanto talento sendo desperdiçado.

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