sábado, 8 de setembro de 2012

A mão que afaga é a mesma que apedreja

A seleção brasileira de futebol depois de muito tempo atuou no estádio do Morumbi. Mano Menezes pediu o apoio e o carinho do exigente torcedor paulistano. Entretanto, depois do jogo, recebeu mais bordoadas do que pandeiro em sábado de carnaval. Venceu a partida, mas não convenceu, nem cativou o torcedor que foi ao Morumbi. Não contou com o apoio do torcedor, e antes de ser lembrado para o cargo, tanto Muricy Ramalho, quanto Carlos Alberto Parreira declinaram do convite do presidente Ricardo Teixeira, logo após a eliminação na Copa do Mundo da África do Sul.

A mesma África do Sul, adversária da tarde do dia sete de setembro no Morumbi. O dia da independência em relação aos portugueses, o dia da pátria. Mas, definitivamente não foi o dia da pátria de chuteiras. Muito pelo contrário. Já li e ouvi muitas coisas a respeito do jogo. Mas o fato é que o material humano que o treinador tem à disposição não é dos melhores. O calendário do futebol brasileiro também não ajuda. Nem Neymar, o maior jogador brasileiro da atualidade, é unanimidade. Romário e Ronaldo em outros tempos decidiam partidas para o Brasil, na Seleção isso ainda não ocorreu com o craque santista.

Mas voltemos ao treinador e seu estilo de jogo. Mano escalou a seleção no
4-3-3, à moda antiga. Entretanto, o time tinha dois volantes e apenas um meia criativo, Oscar. E para furar a retranca sul-africana era preciso criatividade.   O meio-de-campo é o cérebro de uma equipe de futebol, se ele não funciona,  a maionese azeda. Com três atacantes, não conseguiu fazer o mais importante: que seus homens de meio-campo criassem as jogadas para chegar ao gol. No segundo tempo, fez cinco substituições, mas somente uma delas deu resultado: Huck entrou no lugar de Leandro Damião e marcou o gol brasileiro.

Mesmo com a vitória magra por 1 a 0, o jogo não valeu o ingresso. A seleção brasileira saiu do Morumbi aos gritos de "Burro", "Adeus Mano" e "Neymar pipoqueiro". Mano pediu o apoio e o carinho do torcedor brasileiro. Mas sem bom futebol, não há carinho que se sustente. E como gosto de frases batidas, escrevo mais essa. “A mão que afaga é a mesma que apedreja"

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